ZEQUINHA

Clássico que marcou inúmeras gerações, palhaço Zequinha retorna as bancas com novas figurinhas

42 anos após o seu relançamento mais famoso, as figurinhas Zequinha voltam as bancas de Curitiba com um novo álbum e 208 figurinhas, algumas inclusive completamente novas e inéditas, além de algumas ainda terem sido “atualizadas” para os dias atuais, como por exemplo, Zequinha usando máscara e álcool em gel.

As figurinhas seguem com a assinatura de Nilson Müller, artista que também foi a mão responsável pelas ilustrações do palhaço lá em 1979, durante a campanha do ICM para arrecadação de impostos.

Agora, em 2021, além das novas figurinhas, Zequinha também trouxe com ele muitas outras novidades. O destaque fica para a sua nova linha de produtos, desde canecas e chaveiros até bonés e outros acessórios, todos com a temática do Zequinha! Todos os produtos estarão disponíveis para compra no site oficial do palhaço Zequinha, que também faz parte de uma das grandes novidades. O site veio principalmente para acompanhar e alinhar o clássico com os tempos modernos, o que também será refletido em algumas das novas figurinhas deste mais novo relançamento. Além do Zequinha em um “cenário pandêmico” usando máscara e passando álcool em gel, também poderemos vê-lo jogando videogame e até mesmo tirando uma selfie.

A ideia de colocar Zequinha de novo “na ativa” surgiu após um canal de televisão fazer uma reportagem sobre o palhaço, porém acabaram não dando os créditos a Nilson pela autoria do personagem. “Meu filho e minha neta achavam que iam falar de mim. Falaram do Zequinha, da campanha do ICM, mas não falaram do autor”, comentou Nilson. Assim, começaram a pensar em um novo relançamento para o clássico, porém os envolvidos tiveram que passar por um processo burocrático antes de começarem o projeto. Nilson afirma: “Foram verificar e não havia mais o domínio do personagem. Então, como eu fui o autor dos desenhos desta fase do Zequinha em 1979, consegui ficar com os direitos”. “Tive que revisar as 200 figurinhas antigas para fazer o álbum, caneca, camisa, essas coisas. E desenhei outras 208 figurinhas, com as mesmas características do personagem”, diz o artista, e ainda conclui: “Dessa vez colocamos o Zequinha no mundo”.

Voltando ao ano de 1979, quando houve o relançamento mais famoso do personagem, Nilson Müller conta: “Eu era desenhista comercial e trabalhava para praticamente todas as agências de Curitiba. E aí aconteceu uma coisa muito engraçada. Quando o governo do estado abriu a licitação para a concorrência, três agências me contrataram para fazer os estudos para o Zequinha” A agência que venceu, na época, era uma das três, fazendo com que a carreira de Nilson jamais se separasse de Zequinha. “Com esse trabalho eu me animei a começar a construir minha casa. Fiz os alicerces! Tanto que, no começo, eu chamava a casa de Solar do Zequinha”, brinca. Mas não foi um dinheiro fácil: “fiquei quase maluco porque eram 200 figurinhas, né?”

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