ZEQUINHA

Conheça a história do palhaço Zequinha de forma mais detalhada!

Antes de entrarmos na história do palhaço em si, precisamos voltar um pouco mais no tempo. Antes de sua criação em meados de 1928 e 1929, havia em Curitiba uma fábrica de doces chamada “A Brandina”, que foi fundada por quatro irmãos poloneses: Francisco, João, Antônio e Eduardo Sobania. As figurinhas, na verdade, foram criadas para ajudar no aumento das vendas da bala. Na época, a figurinha servia de embalagem para a bala, então quem comprasse a bala ganhava também uma imagem numerada do palhaço Zequinha. Muitas vezes, na verdade, as pessoas compravam a bala, jogavam ela fora e ficavam apenas com a embalagem, que eram colecionadas aos montes. Em seu primeiro lançamento original, eram 30 figuras ao todo, mas não demorou muito até o número subir para 50, posteriormente 100 e, por fim, eram mais de 200 figurinhas do palhaço Zequinha para colecionar e brincar com os amigos.

Inicialmente, as balas eram embrulhadas com o desenho para o lado de fora, ou seja, as pessoas viam a numeração e compravam apenas aquelas que faltavam para sua coleção. Porém, não demorou muito até a empresa notar isso e passar a evolver as balas com a imagem para dentro, a fim de que apenas comprando o produto seria possível visualizar se você deu sorte em pegar a figurinha que queria, ou não. Vale ressaltar que cada imagem era diferente da outra, mostrando o palhacinho em diversas situações: desde em um passeio tranquilo no parque até mesmo tomando banho. No começo da produção, os desenhos eram feitos por Alberto Thiele, e posteriormente descobriu-se que Paulo Carlos Rohrbach também estava envolvido na criação do personagem.

Em 1940, a patente das Balas Zequinha foi vendida e houve um relançamento, mas dessa vez pela Fábrica de Irmãos Franceschi, também localizada em Curitiba, onde ficaram em circulação 200 figurinhas até o ano de 1955. Neste ano, as balas foram relançadas pela Fábrica de Balas São Domingos de E. J. Gabardo e Massochetto, também em Curitiba, com 200 figurinhas, circulando até 1967. Em 1967 a marca foi vendida para Zigmundo Zavatski, que as relança no mercado, e em 1974 houve um novo lançamento.

No ano especifico de 1979, durante a segunda gestão do governador Ney Braga, foi criada uma campanha com o principal objetivo de ampliar a arrecadação do Imposto de Circulação de Mercadorias (ICM), por meio da emissão de notas fiscais e comprovantes de vendas. A campanha foi chamada de “Zequinha – o ICM das crianças”, e novamente Zequinha, mas dessa vez sem as balas e sendo desenhado por Nilson Müller. A campanha fez tanto sucesso na época que, segundo uma matéria do jornal Diário do Paraná, “houve a maior arrecadação de ICM dos últimos sete anos”. Em 1 ano e 2 meses foram emitidos Cr$ 53 bilhões em notas fiscais, arrecadação de Cr$ 37,9 bilhões em impostos, distribuídos 196 mil prêmios em todo o estado e impressas mais de 206,7 milhões de figurinhas.

Após tantas vendas e relançamentos, o palhacinho mais curitibano, mais famoso e mais querido de todos retorna novamente em plena pandemia de 2021 para fazer a felicidade de muitas daquelas crianças (hoje nem tão crianças mais) de 79. Além de novas figurinhas e um álbum totalmente repaginado, Zequinha voltou com uma nova linha de produtos e um enorme catálogo cheio de itens de colecionador, acessórios e muito mais! Tudo isso juntamente do novo e oficial site do palhaço, onde todos os itens também estarão disponíveis, inclusive o mais recente álbum de figurinhas.

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